quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Presente de Jesus


Acordei nesse primeiro dia de Dezembro com vontade de comprar um presente para Jesus, afinal, não existe maior amigo que o Mestre dos Mestres.

Sai cedo de casa e fui ao maior shopping-ceter da cidade, pensei primeiramente numa camisa branca, mas quando vi que o branco mais branco da Terra ainda era cinza perto da sua pureza, fiquei com vergonha e desisti.

Em outra vitrine vi um sapato de couro, lindo e caríssimo mas quando lembrei dos seus pés calçados pelas sandálias da missão cumprida , achei que não existiria na Terra algo tão confortável que merecesse seus pés.

Uma caneta, foi isso que a próxima vitrine me apresentou, uma linda caneta de marca famosa, seria um lindo presente, mas lembrei-me que Ele nunca escreveu nada, tudo que Ele falou, mostrou na prática, servindo e amando sempre.

Lembrei-me, que um dia Ele falou que não tinha sequer um travesseiro para recostar sua cabeça, e pensei no melhor travesseiro de plumas de uma loja especializada em sono, era importado e muito confortável, mas lembrei que os justos dormiam tranquilos e que Ele jamais usaria o travesseiro.

E, assim fui olhando as vitrines, abotoaduras de ouro, malas de viagem, comidas importadas, tudo supérfluo, tudo matéria que o tempo iria corroer. Confesso que sai um pouco um pouco chateado do shopping, afinal eu saíra para comprar um presente para o Senhor Jesus, e não havia achado nada.

Na porta do shopping um menino muito miudinho sorriu para mim, perguntou meu nome e eu o dele , ele riu e me estendeu a mão, tinha o rosto sujo, as mãos encardidas, perguntei pela sua mãe ele deu de ombros, sobre o pai, nem sabia onde estava... Perguntei se ele queria tomar um lanche. Ele sorriu deu um sim, pegou na minha mão.

Na porta do Shopping olhou para suas roupas e olhou para mim, sabia que não estava corretamente vestido, peguei-o no meu colo, era a senha para ser feliz, seus olhinhos
miúdos percorriam aquelas luzes, enfeites e pessoas bonitas como se fosse um filme de Walt Disney…

Na lanchonete sentou na cadeirinha giratória e sorriu como “reizinho”, e entre uma montanha de batatas fritas, ríamos felizes como dois velhos amigos.

Falamos sobre bolinha de gude, pipas e bola de futebol, coisas importantes para o ser humano, principalmente quando somos crianças. Devoramos dois lanches, e quando perguntei se ele queria um sorvete gigante como sobremesa, seus olhos brilharam feito o sol, pedi um instante, fui até o caixa, quando voltei com os sorvetes na mão ele já não estava ali… Por instantes pensei que ele tinha ido ao banheiro, ou estaria olhando a lanchonete, mas não estava ali mesmo.

Foi quando sobre a caixa de batatas vazias vi um papelzinho, um bilhetinho escrito com letra miúda que dizia assim:

“Obrigado pelo melhor presente de aniversário que poderia me dar: Fizeste feliz um dos pequeninos do mundo!”

Assinado: Jesus

domingo, 12 de dezembro de 2010

Imagine!



Pensamentos quem os conseguirá conter? Quanto mais tentamos não pensar em algo é nisso que estamos sempre pensando. Nossa mente é incrível, mesmo sendo nossa ainda não conseguimos entende-la. Pensamentos, duvidas, aflições, imagens, posições, tudo isso aqui dentro parecendo estar tudo misturado e arrumado ao mesmo tempo.

Pensar, imaginar faz parte da nossa vida. Falamos o que pensamos, claro não falamos tudo porque se disséssemos tudo, ficaríamos sem nada. Imaginamos o além, com os pensamentos e a criatividade conseguimos pensar e criar imagens do abstrato, daquilo que opera numa outra esfera.

Então pense, imagine:

- Num mundo onde não existiria sons.

(Você já pensou alguma vez assim, “quando essa pessoa vai parar de falar?”)

- Num mundo onde não existiria chuva.

(Já que reclamamos sempre quando a chuva vem para nos visitar e fica mais que dois dias).

- Num mundo onde não existiria o verão.

(Porque sempre reclamamos do calor).

- Num mundo onde não existiria o inverno.

(Já que sempre reclamamos do frio).

[Foi bom o exercício?]

Pensamos em tantas coisa, mas nem sempre imaginamos como seriam. Sonhos e desejos, não são criados apenas com pensamentos, mas com toda nossa imaginação!

Pense, mas nunca fale tudo que pensas; sonhe, mas nunca fale tudo que imaginas!

Autor desconhecido.

O olhar*




Os olhos não mentem, são puros, verdadeiros e inocentes como uma criança. Um olhar profundo e triste é um olhar perdido, tal como a pessoa que o expressa. Um olhar luminoso e radiante é um olhar que transmite felicidade e amor.

Um olhar é capaz de transmitir ódio, amor, paixão, desespero, ciúme, pena e saudade. Estes sentimentod por vezes misturam-se num simples olhar que nos deixa sem saber o que fazer, se simplesmente olhar ou sorrir.

Uma conversa é sempre mais clara se houver contacto visual, pois os olhos não nos dão hipótese de mentir. Se o fizermos, o olhar o demonstrará. Uma característica que os olhos possuem, e que particularmente eu admiro, é o facto de libertarem lágrimas em diversas situações. Assim, poderemos perceber melhor o estado de espírito de uma pessoa.

Diz tudo o que pensas e sentes olhando a outra pessoa nos olhos, e assim não correrás o risco de as palavras serem mal interpretadas, pois os olhos são o espelho da alma.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A saudade.



Falar em perdas é falar em solidão, tristeza, receio e desespero. Quando falo em perdas não me refiro apenas às pessoas que morrem, mas sim a todas as pessoas que nos deixam sem que ainda estejamos preparados para tal.
O fim de uma amizade, de um namoro ou a partida de alguém querida para nós é sempre um momento de sofrimento e dor, sem que o possamos controlar. E, deste modo, a saudade vem e permanece cá dentro, no nosso coração, na nossa alma... Certas vezes a saudade é demasiado forte e acaba por se manifestar através de lágrimas que escorrem pela face de quem sente saudade.

E então, o que devemos fazer para não sentir tudo isto? Devemos não amar? Não sentir afecto por alguém? Eu acho que não, pois na vida o que nos traz mais felecidade é saber que somos amados por alguém e não nos devemos livrar de toda esta felecidade por um simples acto de cobardia, um medo de sofrer.

Mas, apesar de tudo isto, a saudade também tem o seu lado bom... Saudade não significa sentir a falta de alguém que está longe, mas sim sentir a falta de alguém que um dia já esteve perto e que nos marcou de alguma forma e, deste modo, construiu-se um sentimento que não se apaga com distância. Por isso, ama sem medo de perder e sem medo de sofrer.

O que resta da música brasileira?





A nossa música é reflexo do nosso povo, que infelizmente parece estar cada vez mais decadente.
Desde cedo não sabem valorizar a qualidade. Hoje em dia é "brega" ouvir Roberto Carlos e Bossa Nova, mas é "dahora" ouvir Funk. As mulheres (que gostam desse tipo de música) não se importam em ser chamadas de cachorras, vagabundas, putas e afins. Assim, não tem chances. A boa música continua aí, nos barzinhos, nas esquinas, mas são poucos os que vão atrás dela. Ver a bunda da mulher melancia é melhor do que ouvir a voz e a "força" de uma Elis Regina, por exemplo.